A previsão de que 25% das pessoas passarão pelo menos uma hora por dia no metaverso até 2026 ajuda a mostrar por que experiências imersivas ganharam espaço. Na prática, “metaverso” costuma ser um guarda-chuva de ambientes digitais que podem ser acessados por VR, AR e até telas tradicionais, dependendo da proposta.
Porém, será que realmente veremos mudanças relacionadas ao mercado com a chegada e popularização da realidade virtual ou Metaverso?
Realidade virtual e Metaverso: o que são e quais mercados podem surgir
A realidade virtual (VR) usa modelagem e simulação para permitir interação com um ambiente artificial em 3D, com estímulos visuais e outros sentidos, muitas vezes por headsets e sensores de movimento. Já “metaverso” costuma funcionar como um guarda chuva para ambientes digitais, acessíveis por VR, AR ou até telas tradicionais. Na prática, VR é um tipo de experiência imersiva, enquanto o metaverso tende a envolver ambientes persistentes e sociais. Com essa base, surgem possíveis mercados como criação de mundos, storytelling imersivo, segurança e educação.
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Entenda VR como imersão e interação em ambientes 3D com estímulos visuais e sonoros.
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Diferencie VR de metaverso no planejamento, considerando acesso por headset ou telas.
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Considere XR (VR e AR) e padrões como OpenXR para ampliar compatibilidade e reduzir dependência.
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Avalie mercados potenciais: desenvolvimento de mundos, storytelling, segurança, educação e pesquisa.
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O que você vai ver no conteúdo de hoje
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A previsão de tempo de uso diário no metaverso e por que experiências imersivas ganharam espaço.
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O que “metaverso” costuma significar na prática e como pode ser acessado por VR, AR ou telas tradicionais.
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O que é realidade virtual, como funciona e exemplos como óculos VR e tours virtuais 360º.
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A separação entre VR e metaverso no planejamento e a ideia de XR (VR e AR) com OpenXR.
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Mercados que podem surgir: desenvolvimento de ecossistemas e mundos.
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Storytelling direcionado para o metaverso e criação de experiências e missões imersivas.
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Gerenciamento de segurança em mundos virtuais, com foco também em identidade, moderação, dados e consentimento.
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Educação do metaverso e possibilidades de aulas mais interativas e acessíveis.
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Jogos imersivos, usos além do entretenimento e cuidados quando há economias virtuais e monetização.
Neste post, falaremos um pouco sobre o que é a realidade virtual e quais mercados e profissões poderão surgir a partir dessa nova área.
Para conferir tudo isso, continue a leitura!
O que é realidade virtual?
Realidade virtual (VR) é o uso de modelagem e simulação computacional para permitir que a pessoa interaja com um ambiente artificial em 3D, com estímulos visuais e outros sentidos. Em muitos casos, a experiência acontece com headsets e sensores de movimento, mas o “VR” é o conceito de imersão e interação, não um sistema operacional.
Um exemplo bastante conhecido de realidade virtual são, justamente, os óculos de realidade virtual. Ao usá-los, é possível ter a sensação de estar dentro daquele ambiente que está sendo visualizado por meio do aparelho.
Outra utilização que tem se popularizado bastante são os tours virtuais, no qual o usuário poderá ver uma série de imagens 360º de escolas, faculdades ou outros estabelecimentos, podendo analisar de maneira imersiva e completa todos os seus ambientes.
A realidade virtual funciona com estímulos visuais e sonoros, que devem fazer sentido entre si. Além disso, existe a possibilidade do usuário interagir com o ambiente ou objetos, de acordo com a configuração do sistema.

Imagem: Exemplo de interação em realidade virtual, base para experiências no Metaverso.
Quais mercados surgirão com a realidade virtual?
Agora que você entendeu um pouco melhor o que é a realidade virtual, está na hora de analisar como essas e outras tecnologias futuras podem criar uma série de novos mercados promissores e necessários para essa nova realidade da humanidade.
- Desenvolvimento de ecossistemas e mundos;
- Storytelling direcionado para o Metaverso;
- Gerenciamento de segurança para mundos virtuais;
- Educação do Metaverso;
- Ciência de pesquisa.
Quer entender como funcionará cada um desses mercados?
Um cuidado importante é separar VR de “metaverso” no dia a dia do planejamento. VR é um tipo de experiência imersiva; já o metaverso costuma envolver ambientes persistentes e sociais, que podem ou não usar headset. Em projetos educacionais, pensar em XR (VR e AR) facilita escolher tecnologia compatível com vários dispositivos e padrões como OpenXR, reduzindo dependência de um único fornecedor.
Continue a leitura para entender as possibilidades que esse novo mundo nos oferecerá!
Desenvolvimento de ecossistemas e mundos
Um dos pilares do Metaverso e da própria realidade virtual são os mundos criados dentro dessa tecnologia. Afinal, serão dentro desses locais que os usuários terão suas experiências.
Assim, é esperado que exista um mercado focado no desenvolvimento de ecossistemas para a realidade virtual, na qual instituições poderão contratar uma equipe para criação de ambientes focados na venda dos produtos ou serviços, seja de maneira direta ou indireta.
O profissional que atuará na área de desenvolvimento de ecossistemas poderá trabalhar em áreas já conhecidas, como administração, recursos humanos, marketing, além do próprio setor de tecnologia.
Veja também:
- Inteligência Artificial na educação: o futuro que virou realidade
- Como a realidade virtual pode ajudar na prospecção de leads
- Metaverso: conheça o universo da realidade virtual

Storytelling direcionado para o Metaverso
Já neste mundo atual, é possível perceber a importância do storytelling para gerar conexão entre empresas, marcas e públicos, e acreditamos que isso não será tão diferente no mundo virtual do Metaverso.
Isso porque, será necessário mais do que ambientes bonitos e modernos para cativar o público, mas também promover experiências e missões imersivas, que sabem contar a história da organização e inserir o seu cliente nesse cenário.
Dessa forma, existem chances de surgir o mercado do storytelling voltado para o Metaverso e para as necessidades das instituições e marcas dentro desse ambiente para alcançar a ativação do público por meio das ferramentas.
Gerenciamento de segurança para mundos virtuais
Quando se começa a entender o que é Metaverso, uma questão que comumente é levantada é com relação à segurança desses ambientes, afinal, informações sigilosas ou até mesmo dinheiro podem ser facilmente obtidas por hackers caso o local virtual não conte com uma boa segurança.
Dessa forma, poderemos ver a criação de um mercado voltado para garantir a segurança nos ambientes do Metaverso, criando e monitorando as estratégias de segurança digital para que os dados e o dinheiro dos usuários tenham segurança.
Para instituições de ensino, segurança aqui não é só “anti-hacker”. Inclui controle de acesso, gestão de identidade, moderação, proteção de dados pessoais e registros de consentimento, principalmente quando há menores de idade. Um jeito simples de estruturar isso é mapear riscos, controles e responsabilidades com base no NIST Cybersecurity Framework, mesmo que o projeto ainda esteja em fase piloto.
Atualmente, já podemos observar diversos engenheiros de tecnologia que estão se especializando em segurança de sistemas e que poderão trabalhar de maneira efetiva e fácil dentro do Metaverso.
Educação do Metaverso
Com tantas novidades, será necessário contar com pessoas que estejam aptas a direcionar e ensinar o restante da população sobre a realidade virtual, o Metaverso, o que é NFT e outras tecnologias que englobam esse novo mundo.
Porém, o ensinamento não precisa estar restrito apenas aos temas relacionados ao Metaverso: muitas escolas e faculdades poderão usar tecnologia para conseguirem ministrar aulas para alunos de qualquer lugar do globo.
Além disso, também é possível criar ambientes diferenciados para tornar as aulas mais interativas, como, por exemplo, dar uma aula de Geografia em um ambiente que simula os tipos de solos encontrados no país.
Jogos imersivos
No Brasil, o mercado de games é um sucesso, e a tendência é que essa área ganhe ainda mais espaço para inovações com a realidade virtual. Na verdade, já até existem jogos que utilizam essa tecnologia, como o VR chat e o Beat Saber.
Porém, engana-se quem pensa que os jogos só podem ser utilizados apenas para fins de entretenimento. Na área educacional, por exemplo, é possível criar situações que integrem os conhecimentos aprendidos em classe para serem resolvidos.
Em algumas plataformas, além de entretenimento, existem economias virtuais com compra e venda de itens digitais (como skins, passes e ativos dentro do próprio ambiente). Quando esse tipo de monetização aparece, vale deixar claro o modelo usado e os cuidados básicos com fraude e privacidade, já que “mineração” é outro conceito, ligado a mecanismos de prova de trabalho em redes blockchain.
Assim, conhecendo os possíveis novos mercados que surgiram com a realidade virtual, você já poderá adaptar seu negócio para alguma dessas áreas ou até mesmo criar um novo produto, ou serviço, que supra essa nova demanda.
Você ainda ficou com alguma dúvida sobre o Metaverso? Então é recomendado que você confira este outro post em nosso blog onde explicamos melhor o que é essa novidade e as suas principais tendências.
Perguntas frequentes sobre realidade virtual e Metaverso
O que é realidade virtual?
Realidade virtual é o uso de modelagem e simulação computacional para permitir interação com um ambiente artificial em 3D, com estímulos visuais e outros sentidos, muitas vezes com headsets e sensores de movimento.
Metaverso e realidade virtual são a mesma coisa?
Não, realidade virtual é um tipo de experiência imersiva, enquanto metaverso costuma envolver ambientes persistentes e sociais que podem ou não usar headset.
Como o metaverso pode ser acessado?
O metaverso pode ser acessado por VR, por AR e também por telas tradicionais, dependendo da proposta do ambiente digital.
Quais são exemplos comuns de uso de realidade virtual?
Exemplos comuns incluem óculos de realidade virtual e tours virtuais com imagens 360º de escolas, faculdades e outros estabelecimentos para análise imersiva dos ambientes.
Como a realidade virtual funciona durante a experiência?
A experiência funciona com estímulos visuais e sonoros que precisam fazer sentido entre si e pode permitir interação com o ambiente ou objetos, de acordo com a configuração do sistema.
Quais mercados e áreas podem surgir com VR e metaverso?
Podem surgir mercados como desenvolvimento de ecossistemas e mundos, storytelling direcionado para o metaverso, gerenciamento de segurança para mundos virtuais, educação do metaverso e ciência de pesquisa.
O que envolve o desenvolvimento de ecossistemas e mundos?
Envolve a criação de ambientes onde os usuários terão experiências, e instituições podem contratar equipes para criar espaços voltados à venda de produtos ou serviços, direta ou indiretamente.
Por que storytelling pode ganhar espaço no metaverso?
Storytelling pode ser necessário para gerar conexão e cativar o público com experiências e missões imersivas que contem a história da organização e insiram o cliente no cenário.
O que significa segurança em mundos virtuais, especialmente na educação?
Segurança inclui não só proteção contra invasões, mas também controle de acesso, gestão de identidade, moderação, proteção de dados pessoais e registros de consentimento, principalmente quando há menores de idade.
Como jogos imersivos podem ir além do entretenimento?
Jogos imersivos podem ser usados na educação para criar situações que integrem conhecimentos aprendidos em classe para serem resolvidos, além de existirem plataformas com economias virtuais e compra e venda de itens digitais.
O que observar quando há monetização e economia virtual em plataformas?
Quando existe compra e venda de itens digitais, vale deixar claro o modelo usado e os cuidados básicos com fraude e privacidade, já que “mineração” é outro conceito ligado a mecanismos de prova de trabalho em redes blockchain





