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GITEX AI LATAM 2027: como a energia trava a IA no Brasil?

GITEX AI LATAM 2027: por que a energia é o gargalo?
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Conteúdo em parceria com GITEX AI LATAM.

Respostas Rápidas

O que saber sobre o GITEX AI LATAM 2027?

O que é o GITEX AI LATAM 2027?

O GITEX AI LATAM 2027 é a primeira edição latino-americana da GITEX, rede de eventos de tecnologia originada em Dubai, realizada em São Paulo com foco em inteligência artificial, cibersegurança, data centers e economia digital.

Quando e onde acontece o GITEX AI LATAM 2027?

O GITEX AI LATAM 2027 ocorre nos dias 16 e 17 de março de 2027, no Centro de Convenções Anhembi, na zona norte de São Paulo.

Por que a energia é o gargalo da IA no Brasil?

A energia é o gargalo porque os investimentos recentes em supercomputação avançaram mais rápido do que a capacidade de conectar novos data centers à rede elétrica com volume suficiente e confiável.

Quem organiza o GITEX AI LATAM 2027?

O GITEX AI LATAM 2027 é organizado pela Dubai World Trade Centre, por meio da Informa, com apoio institucional da Prefeitura de São Paulo.

O que você aprenderá nesse artigo?

Neste artigo, você vai entender por que a energia se tornou o fator que decide onde a inteligência artificial pode crescer no Brasil, e o que isso tem a ver com o GITEX AI LATAM 2027:

  • Por que o Brasil está investindo pesado em IA agora: os números e os fornecedores por trás dos novos supercomputadores federais.
  • Qual é o verdadeiro gargalo da expansão de IA: por que energia, e não hardware, decide onde os data centers se instalam.
  • Por que o Complexo do Pecém concentra esses investimentos: o papel do Ceará na disputa por energia renovável.
  • Por que a conectividade também entrou na disputa: o que o cabo submarino Synapse tem a ver com IA.
  • O que isso significa para empresas de marketing e tecnologia: como esse cenário se conecta com visibilidade em buscadores de IA.
  • Como funciona o GITEX AI LATAM 2027: eixos do evento, organizadores e o que esperar da edição de São Paulo.
🎯 Ao terminar esse artigo, você saberá exatamente por que energia, e não apenas hardware, decide o ritmo da expansão de IA no Brasil, e onde o GITEX AI LATAM 2027 se encaixa nesse cenário.
⏱️ Tempo de leitura: 12 min
📊 Intermediário
🏢 Profissionais de marketing, growth e tecnologia.

Em março de 2027, São Paulo recebe a primeira edição latino-americana da GITEX, uma das maiores redes de eventos de tecnologia do mundo. O GITEX AI LATAM 2027 chega em um momento específico: o Brasil acabou de anunciar bilhões em supercomputação para inteligência artificial.

O país descobriu que construir esses sistemas é mais fácil do que alimentá-los com energia suficiente para funcionar. Não se trata apenas de mais uma conferência de tecnologia no calendário.

O GITEX AI LATAM 2027 reúne, no mesmo espaço, quem está comprando capacidade de IA (governo, empresas, universidades) e quem precisa entregar a infraestrutura física para essa capacidade existir: geradoras de energia, operadoras de data center, provedores de conectividade e investidores.

 

Por que o Brasil está investindo pesado em IA agora?

O Brasil está investindo pesado em IA porque, em 20 de agosto de 2026, o governo federal anunciou R$ 2,3 bilhões (cerca de US$ 444,2 milhões) em dois projetos de supercomputação. O anúncio contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

GITEX AI LATAM 2027 em cena 3D: geração eólica e solar conectada a data centers, globo e cidade de São PauloLegenda: o GITEX AI LATAM 2027 coloca na mesma sala energia, data centers e conectividade, as três frentes que sustentam a IA no Brasil

Os R$ 2,3 bilhões investidos nos dois projetos são financiados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

O investimento se divide em duas frentes. A primeira, de R$ 1,3 bilhão (cerca de US$ 251 milhões), viabiliza um projeto de supercomputação no Rio de Janeiro com as chinesas Huawei e iFlytek, com início previsto para julho de 2027 e foco em modelos de linguagem de uso geral e setorial.

A segunda, de R$ 1 bilhão (cerca de US$ 193,1 milhões), destina-se a um supercomputador no Rio Grande do Norte, com tecnologia esperada da americana Nvidia. A meta é figurar entre os dez sistemas de processamento de IA mais potentes do mundo até o fim de 2027.

A escolha de dois fornecedores de países diferentes não é acidental. Segundo comunicado do próprio governo, a estratégia é não depender de uma única empresa, tecnologia ou país, em um momento em que Estados Unidos e China disputam a liderança em infraestrutura de IA.

Dinheiro e hardware resolvem, porém, apenas parte do problema. Um supercomputador de ponta precisa de energia elétrica em volume constante e previsível para operar, e é aí que o discurso público sobre IA no Brasil já colide com a realidade da rede elétrica do país.

Qual é o verdadeiro gargalo da expansão de IA no Brasil?

O verdadeiro gargalo da expansão de IA no Brasil é a energia elétrica, não o investimento em hardware. Enquanto os anúncios de supercomputadores concentram as manchetes, o mercado de energia já se move para resolver o problema seguinte: onde e como conectar data centers de IA à rede elétrica em escala.

Por que o Complexo do Pecém concentra esses investimentos de energia?

O Complexo do Pecém concentra esses investimentos porque reúne, na mesma região do litoral do Ceará, infraestrutura portuária, disponibilidade de área e potencial de geração eólica suficiente para sustentar operações que consomem eletricidade 24 horas por dia.

Em 8 de junho de 2026, a Voltalia, empresa francesa de energia renovável, assegurou junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico uma conexão de 322 MW à rede elétrica no Pecém, especificamente para viabilizar data centers de alto consumo energético. A companhia já tem 3,6 GW de capacidade instalada e em construção no Brasil.

O Pecém já tinha um precedente de peso. A Omnia Data Centers e a Casa dos Ventos fecharam um acordo de autoprodução de energia renovável avaliado em US$ 2 bilhões, com duração de 20 anos, para o data center que deve hospedar operações da ByteDance, controladora do TikTok.

Energia deixou de ser um item de suporte na conta de um data center. Ela passou a ser o critério que decide, primeiro, onde a próxima onda de projetos de IA no Brasil vai se instalar.

Colocando essas movimentações lado a lado, fica mais fácil perceber que elas aconteceram em sequência, quase como se um anúncio empurrasse o próximo:

Data

Movimento

Valor envolvido

Jan. 2026

V.tal anuncia o cabo submarino Synapse, ligando São Paulo aos Estados Unidos

Não divulgado

Mai. 2026

Omnia e Casa dos Ventos fecham energia renovável para data center da ByteDance no Pecém

US$ 2 bilhões (20 anos)

Jun. 2026

Voltalia garante conexão de 322 MW à rede elétrica no Pecém

Capacidade de conexão

Ago. 2026

Governo federal anuncia supercomputação no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Norte

R$ 2,3 bi (~US$ 444,2 mi)

Mar. 2027

GITEX AI LATAM reúne esses agentes em São Paulo

Evento

Tabela: Datas e valores conforme divulgado pelas próprias empresas e pelo governo federal nos anúncios citados ao longo deste artigo.

O cabo Synapse e o acordo do Pecém com a Casa dos Ventos foram anunciados antes dos supercomputadores federais. Isso sugere que o mercado de energia e conectividade já vinha se movendo em antecipação a uma demanda que o governo só tornou pública meses depois.

Por que a conectividade entrou na disputa por infraestrutura de IA?

A conectividade entrou na disputa porque a IA em escala também depende de tráfego internacional de dados entre o Brasil e os principais mercados de tecnologia, e a infraestrutura de cabos existente no país não acompanha esse volume.

Em janeiro de 2026, a V.tal anunciou o projeto do cabo submarino Synapse, com cerca de 9.700 km de extensão, ligando São Paulo a Nova Jersey, com ramificação em Fortaleza e capacidade projetada de até 320 Tbps. A empresa apresenta o projeto como resposta direta ao crescimento da demanda por IA.

Ganha força, no mesmo movimento, a discussão em torno do programa REDATA, que pode oferecer incentivos para atrelar investimento em data centers a geração de energia limpa e pesquisa e desenvolvimento. O desenho final do programa ainda está em debate, e essa parte do cenário tende a se consolidar nos próximos meses.

O quadro que emerge é o de um país tentando amarrar três frentes que normalmente evoluem em velocidades diferentes: capacidade de processamento, energia e conectividade. É exatamente esse cruzamento que o GITEX AI LATAM 2027 se propõe a colocar na mesma sala.

O que a disputa por energia significa para empresas de marketing e tecnologia?

A disputa por energia significa, para empresas de marketing e tecnologia, que a infraestrutura de IA no Brasil vai gerar um volume grande de conteúdo e declarações públicas sobre energia, data centers e soberania digital, um tema que passa a interessar diretamente aos buscadores de IA.

Esse volume de conteúdo sobre energia e infraestrutura conecta com um movimento já discutido em Answer Engine Optimization: à medida que ferramentas como ChatGPT, Gemini e as visões geradas por IA no Google respondem perguntas sobre infraestrutura tecnológica brasileira, marcas que publicam conteúdo apurado e bem estruturado sobre o tema têm mais chance de aparecer como fonte citada.

O mesmo raciocínio vale para o Query Fan-Out, processo pelo qual essas ferramentas quebram uma pergunta ampla em várias buscas menores, sobre energia, investimento público, fornecedores e eventos do setor, para depois montar uma resposta única.

Empresas que dependem de infraestrutura de IA ganham um motivo concreto para travar cedo contratos de energia e conectividade, já que atrasos nessa frente se transformam em atrasos de lançamento. Investidores têm um sinal claro de que o dinheiro relevante não está só nas empresas que consomem IA, mas também na cadeia física que sustenta esse consumo.

Como funciona o GITEX AI LATAM 2027?

O GITEX AI LATAM 2027 funciona como plataforma regional para conectar empresas de tecnologia, governos, startups e investidores com a economia digital da América Latina. Segundo a organização do GITEX AI LATAM, o evento espera participantes de mais de 100 países.

O GITEX AI LATAM nasce da mesma rede que organiza o GITEX Global em Dubai, hoje um dos maiores eventos de tecnologia do mundo. A 45ª edição, realizada em outubro de 2025, reuniu 6.800 empresas de tecnologia, 2.000 startups e 1.200 investidores, com representantes de 180 países, segundo comunicado oficial do GITEX Global.

A edição de São Paulo é estruturada em cinco eixos: AI Innovations Showcase, voltado a inovações em inteligência artificial; Startups North Star LATAM, focado no ecossistema de startups e investidores; GISEC LATAM, dedicado a cibersegurança; AI Everything LATAM, com foco em aplicação prática de IA; e o DCII, sobre infraestrutura de data center.

Por trás da expansão para a América Latina está um mercado digital regional estimado em quase US$ 950 bilhões até 2026, segundo a consultoria PCMI, citada em comunicado oficial do GITEX AI LATAM. O Brasil concentra parte relevante dessa conta.

O país projeta um mercado de tecnologia da informação e comunicação de US$ 259 bilhões, segundo a IMARC Group, e um mercado de inteligência artificial de US$ 99,8 bilhões até 2033, segundo a Grand View Research, ambos citados no mesmo comunicado. Trixie LohMirmand, CEO do GITEX, descreve o Brasil como base da economia latino-americana e referência regional em desenvolvimento tecnológico.

O evento é organizado pela Dubai World Trade Centre, por meio da Informa, com apoio institucional da Prefeitura de São Paulo, em parceria com a Agência de Desenvolvimento de São Paulo (Adesampa) e o Programa Diplomacia da Inovação (PDI).

Segundo Rodrigo Goulart, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, receber a GITEX é um marco para consolidar São Paulo como polo de inovação da América Latina.

Francisco Forbes, presidente da Prodam, destaca a intenção de transformar a edição paulistana em uma das referências globais da marca GITEX. A cidade já leva startups locais, como as dos programas Vai Tec e Green Sampa, a eventos internacionais de tecnologia, e a chegada do GITEX ao próprio território amplia essa estratégia.

São Paulo chega a essa disputa com credenciais concretas: lidera o ranking nacional e regional do Índice do Ecossistema Global de Startups 2025, da StartupBlink, depois de atrair US$ 33,5 bilhões em capital de risco na última década. Segundo o Real Instituto Elcano, o ecossistema paulistano vale hoje US$ 113 bilhões e já gerou 11 unicórnios.

Assim como aconteceu com o Slush, evento finlandês que se consolidou como ponto de encontro entre startups e investidores, o teste real do GITEX AI LATAM não vai ser o tamanho do evento. Vai ser se ele traduz esses encontros em contratos concretos, no molde do que já se vê no Pecém.

Perguntas frequentes sobre GITEX AI LATAM 2027

No Complexo do Pecém, no Ceará, a Voltalia garantiu conexão de 322 MW à rede elétrica, enquanto a Omnia Data Centers e a Casa dos Ventos fecharam um acordo de energia renovável de US$ 2 bilhões para o data center que deve hospedar a ByteDance.

O REDATA é um programa em discussão no Brasil que pode oferecer incentivos para atrelar investimentos em data centers a geração de energia limpa e a pesquisa e desenvolvimento no país. Seu formato final ainda não está definido.

O cabo Synapse, anunciado pela V.tal, liga São Paulo aos Estados Unidos com até 320 Tbps de capacidade. A própria empresa apresenta o projeto como resposta ao crescimento do tráfego de dados gerado pela demanda por IA.

O DCII é o eixo do GITEX AI LATAM dedicado a infraestrutura de data center. Ele reúne diretamente os agentes que decidem sobre energia, rede elétrica e geração renovável para IA, o cenário descrito ao longo deste artigo.

O Brasil escolheu fornecedores de países diferentes para não depender de uma única tecnologia. A supercomputação do Rio de Janeiro usa Huawei e iFlytek, e a do Rio Grande do Norte deve usar tecnologia da Nvidia.

GITEX AI LATAM 2027 chega a tempo de resolver o gargalo de energia?

Os números dos últimos meses mostram um Brasil disposto a comprar supercomputadores, fechar contratos de energia renovável em bilhões e lançar um novo cabo submarino, tudo em menos de um ano. O que ainda está em aberto é se essas três frentes vão continuar avançando no mesmo ritmo.

O GITEX AI LATAM 2027 chega justamente nesse intervalo, como o primeiro grande palco latino-americano em que governo, energia, data centers e tecnologia vão sentar à mesma mesa para discutir isso em público. Para empresas que dependem de infraestrutura de IA, vale acompanhar de perto o que sai dali.

Quem quiser acompanhar essa discussão de perto, incluindo o eixo DCII dedicado a infraestrutura de data center e energia, pode se pré-inscrever no GITEX AI LATAM 2027 para garantir presença nos dias 16 e 17 de março de 2027, no Centro de Convenções Anhembi, em São Paulo.

Banner do evento GITEX AI LATAM 2027 em São Paulo com a frase Conectando o mundo ao futuro digital da América Latina.

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