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Google spam update: qual a diferença do core update?

Renan Andrade
Renan Andrade

Publicado em: ago. 21, 2026

Atualizado em: ago. 21, 2026

Google spam update: o que é e como não ser penalizado?
21:55
Respostas Rápidas

Google spam update: o que muda no seu SEO?

O que é o Google spam update?

O Google spam update é uma atualização dos sistemas que aplicam as políticas de spam da busca. Ele não reavalia a qualidade do conteúdo em geral: ele age sobre práticas que a documentação oficial já proíbe por nome, com rebaixamento ou remoção das páginas envolvidas.

Qual a diferença entre spam update e core update?

A diferença entre spam update e core update está no que cada um julga. O core update reavalia como o Google entende a relevância e utilidade do conteúdo, enquanto o spam update aplica regra contra prática nomeada, como cloaking, abuso de reputação do site ou conteúdo escalado.

As políticas de spam valem para AI Overviews?

Sim. As políticas de spam do Google valem para tentativas de manipular respostas de IA generativa na busca, incluindo AI Overviews. A definição oficial de spam cita essa manipulação ao lado da manipulação de ranqueamento tradicional, no mesmo parágrafo.

O que você aprenderá nesse artigo?

Neste artigo, você vai entender como o Google aplica as políticas de spam e o que fazer para o seu conteúdo não virar alvo:

  • O que é um spam update do Google: o que muda quando o Google reforça as políticas de spam.
  • Diferença entre spam update e core update: qual dos dois julga qualidade e qual julga prática proibida.
  • O que as políticas de spam proíbem hoje: as 16 categorias oficiais e as práticas adicionais.
  • Spam em respostas generativas e AI Overviews: por que a tática de "otimizar para ser citado por IA" virou risco.
  • SEO parasita: o que muda para quem publica conteúdo em domínio de terceiro.
  • Conteúdo gerado por IA: onde fica a linha entre uso legítimo e conteúdo escalado.
  • Cronologia dos spam updates de 2026: as três rodadas do ano, com início, fim e duração.
  • Autodiagnóstico no Search Console: como separar as superfícies para achar a origem da queda.
  • Plano de blindagem: as três ações que mais reduzem risco em um site de conteúdo.
  • Exemplo aplicado para o marketing educacional: como o mesmo risco aparece em um setor de ciclo sazonal.
🎯 Ao terminar esse artigo, você saberá exatamente como distinguir os dois tipos de atualização, auditar o próprio site com base na lista oficial de políticas de spam e diagnosticar uma queda de tráfego sem chutar.
⏱️ Tempo de leitura: 19 min
📊 Intermediário
🏢 Profissionais de marketing, SEO e conteúdo responsáveis por tráfego orgânico.

Quando o Google confirmou uma atualização em 2026, a mesma dúvida voltou às reuniões de marketing: o tráfego caiu por causa de qualidade de conteúdo ou devido a alguma prática que o Google considera spam?

A resposta muda tudo. Um spam update e um core update pedem reações diferentes, em prazos diferentes, com decisões diferentes na mesa.

Confundir Google spam update com core update tem custo prático. Times que tratam penalidade de spam como problema de qualidade reescrevem um conteúdo que estava bom, mas deixam intacta a prática que causou a queda.

Em 2026, o Google já confirmou três spam updates: março, junho e agosto. O mais recente terminou de rodar em 21 de agosto de 2026, segundo o registro oficial do Google Search Status Dashboard.

 

O que é um spam update do Google e o que ele avalia?

Um spam update do Google é uma atualização dos sistemas automáticos que aplicam as políticas de spam da Busca. Ele não redefine o que é qualidade, e sim melhora a detecção de práticas já proibidas e rebaixa ou remove as páginas envolvidas. A régua continua sendo a documentação oficial.

O Google define spam como técnica usada para enganar usuários ou manipular os sistemas de Busca. A definição oficial cobre dois alvos: manipular o ranqueamento e manipular respostas de IA generativa na Busca.

A detecção é majoritariamente automática, porém, o Google também aplica ações manuais quando a revisão humana identifica violação, e nesse caso a penalidade aparece nomeada no relatório de Ações manuais do Search Console.

O August 2026 spam update ilustra isso. Rodou sem anúncio de política nova, e nada passou a ser proibido naquela semana: o que mudou foi a capacidade de identificar o que já era.

Para um e-commerce ou um site de serviços, a leitura prática é direta. Se o site não usa nenhuma das táticas da documentação, um spam update tende a ser neutro ou até favorável, porque o concorrente que usa sai do caminho.

Ilustração 3D sobre Google spam update com celular exibindo resultados de busca e gráfico de tráfego em queda.Legenda: Representação visual do Google spam update: monitoramento de páginas na busca e impacto nos gráficos de tráfego orgânico.

Qual a diferença entre spam update e core update do Google?

A diferença entre spam update e core update está no objeto do julgamento. O core update reavalia como os sistemas de ranqueamento entendem relevância, utilidade e confiabilidade do conteúdo em geral.

Já o spam update aplica regras específicas contra práticas que o Google proíbe por nome, com rebaixamento ou remoção como consequência.

Core update é reavaliação, não punição. O Google orienta quem cai a melhorar o conteúdo feito para pessoas, porque a queda em geral significa que outros conteúdos passaram a ser considerados melhores para aquelas consultas.

Spam update é o contrário, é aplicação de regra. Existe prática nomeada na documentação, página que a usa e existe consequência prevista para ela.

Essa distinção muda três decisões concretas do time:

  • Diagnóstico: no core update, você compara o seu conteúdo com o do concorrente que subiu. No spam update, você audita prática, template e histórico do domínio.
  • Correção: core update pede melhoria editorial ampla e continuada. Spam update pede remoção da tática, e reescrever texto bom não resolve nada.
  • Escopo: core update costuma mexer no desempenho de conjuntos de páginas por tema. Spam update pode atingir uma seção inteira, um subdomínio ou o site todo.

Os dois podem acontecer perto um do outro. Em 2026, o core update de maio e o spam update de junho ficaram a poucas semanas de distância, o que torna a separação por janela de data obrigatória em qualquer análise.

O que as políticas de spam do Google proíbem hoje?

As políticas de spam do Google reúnem hoje 16 categorias nomeadas, mais um grupo de práticas adicionais que também podem levar a rebaixamento ou remoção. A lista é pública e estável, incusive o spam update de agosto de 2026 rodou sem anunciar nenhuma categoria nova.

Conhecer os nomes importa porque a auditoria interna vira checagem objetiva, e não discussão de gosto. Veja como a documentação organiza as categorias:

  • Cloaking: apresentar conteúdo diferente para usuários e para buscadores com intenção de manipular ranqueamento.
  • Abuso de doorway: páginas criadas para ranquear em consultas parecidas, que levam o usuário a um destino intermediário pouco útil.
  • Abuso de domínio expirado: comprar domínio expirado e reaproveitá-lo para hospedar conteúdo de pouco ou nenhum valor.
  • Conteúdo invadido: conteúdo inserido no site por exploração de vulnerabilidade de segurança.
  • Abuso de texto e link oculto: colocar conteúdo na página apenas para o buscador, sem visibilidade real para quem lê.
  • Keyword stuffing: encher a página de palavras-chave ou números para manipular a posição na Busca.
  • Link spam: criar links para o site com o propósito principal de manipular ranqueamento.
  • Tráfego gerado por máquina: enviar consultas automáticas ao Google, inclusive raspagem de resultados para checar posição.
  • Práticas maliciosas: distribuição de malware e comportamentos abusivos contra o usuário.
  • Funcionalidade enganosa: criar páginas que fazem o usuário acreditar que vai acessar algo que elas não entregam.
  • Abuso de conteúdo escalado: gerar muitas páginas com o objetivo principal de manipular ranqueamento, sem ajudar quem lê.
  • Raspagem: pegar conteúdo de outros sites, em geral de forma automatizada, e hospedá-lo para manipular ranqueamento.
  • Abuso de reputação do site: publicar conteúdo de terceiro em um site hospedeiro principalmente por causa dos sinais de ranqueamento já estabelecidos desse hospedeiro.
  • Redirecionamento disfarçado: redirecionar de forma maliciosa, mostrando ao usuário algo diferente do que o buscador viu.
  • Afiliação superficial: publicar links de afiliados com descrição copiada do lojista original, sem conteúdo próprio.
  • Spam gerado por usuário: conteúdo spam inserido por terceiros em canais abertos do site, como comentários, fóruns e perfis.

Fora dessas 16, a documentação descreve práticas adicionais que também levam a rebaixamento ou remoção: remoções legais, remoção de informação pessoal, circunvenção de política, golpe e fraude.

A circunvenção de política merece atenção especial de quem administra site grande. O Google descreve como violação a criação de novos subdomínios ou subdiretórios para continuar a prática depois de uma penalidade.

Em site grande, três categorias explicam a maior parte dos sustos: abuso de conteúdo escalado, abuso de reputação do site e spam gerado por usuário. O mais silencioso é o último.

As políticas de spam valem para AI Overviews e respostas generativas?

Sim. As políticas de spam do Google se aplicam a tentativas de manipular respostas de IA generativa na Busca, inclusive AI Overviews.

A definição oficial de spam traz essa manipulação escrita ao lado da manipulação de ranqueamento tradicional, no mesmo parágrafo de abertura da documentação.

Essa clarificação chegou junto do spam update de junho de 2026 e muda o cálculo de risco de uma categoria inteira de tática.

O ponto sensível é a promessa de "otimizar para ser citado por IA". Se o trabalho é escrever melhor, responder direto e citar fonte verificável, estamos falando de práticas legítimas de SEO, não de uma estratégia específica para IA.

O problema começa quando a tática vira produção artificial: páginas criadas em lote para cada variação de pergunta, blocos de pergunta e resposta empilhados sem leitor real, texto escrito para agradar o extrator. Aí a prática entra exatamente no território que a política descreve.

Há também um argumento técnico contra essas táticas, e ele vem da própria documentação. O Google afirma que não existem requisitos adicionais para aparecer em AI Overviews ou AI Mode, nem otimizações especiais necessárias, e que não é preciso criar arquivos de texto para IA nem dados estruturados específicos para isso.

Ou seja, o atalho não existe, mas o risco sim. O caminho que sobra é o mesmo de sempre, agora com mais rigor: conteúdo original, extraível e confiável, o que na prática é o que sustenta uma boa estratégia de answer engine optimization.

Em um SaaS B2B, isso desmonta uma tentação comum. Gerar uma página por variação de dúvida sobre preço, com resposta genérica de três linhas, não coloca a marca na resposta de IA e coloca o domínio na mira do abuso de conteúdo escalado.

O que é SEO parasita e por que ele ameaça o seu domínio?

SEO parasita é a prática de publicar conteúdo em um site de terceiro para aproveitar a autoridade dele em vez de construir a própria. Na documentação do Google o nome oficial é abuso de reputação do site, e a política vale mesmo quando o conteúdo publicado é bom.

O critério oficial é a razão pela qual aquele conteúdo ranqueia. Se o terceiro publica ali principalmente porque o hospedeiro já tem sinais de ranqueamento estabelecidos, a política se aplica.

O tema ganhou peso em 2026. O core update de março teve foco declarado em avaliação de conteúdo, combate a SEO parasita e detecção refinada de spam, e os spam updates seguintes mantiveram o assunto no radar de quem acompanha as atualizações do Google.

A prática aparece em muitos disfarces, quase sempre com nome comercial simpático: publieditorial em portal de nicho, ficha de produto em marketplace, media kit vendido como espaço editorial, subdomínio cedido a parceiro e área de blog no site de um distribuidor.

A separação é editorial, não comercial. Artigo com pauta aprovada e revisão da redação do hospedeiro é parceria; página de serviço em subdiretório alugado, sem envolvimento nenhum da redação, é o caso que a política descreve.

A consequência prática é de patrimônio. Espaço comprado em domínio de terceiro é ativo frágil, porque a decisão de manter, alterar ou remover nunca é sua, e o trabalho de E-E-A-T no domínio próprio segue sendo o único ativo de busca que ninguém desliga por decisão alheia.

Conteúdo gerado por IA é spam para o Google?

Conteúdo gerado por IA não é proibido pelo Google. O que a política proíbe é o abuso de conteúdo escalado, definido como gerar muitas páginas com o objetivo principal de manipular ranqueamento, sem valor para quem lê.

A documentação cita o uso de ferramentas de IA generativa como um dos exemplos dessa prática.

A linha está na intenção e no resultado, não na ferramenta. O Google é explícito ao dizer que usar automação, incluindo geração por IA, com o propósito principal de manipular ranqueamento viola as políticas de spam.

No varejo online, o padrão de risco é fácil de reconhecer: uma página por produto, por cidade e por combinação dos dois, gerada em lote, com o mesmo texto e só o nome trocado.

O oposto também é fácil de identificar. Página de produto com ficha técnica real, foto própria, política de troca clara, dado de garantia e avaliação verificável não vira spam por ter tido apoio de IA na redação.

A pergunta útil na revisão editorial não é "isso foi escrito por IA?", mas "essa página existiria se o Google não existisse?".

Quem tem gente de dentro para entrevistar leva vantagem clara nesse ponto. Especialista da casa, técnico de campo e cases de clientes entregam experiência de primeira mão que nenhum modelo de linguagem da fábrica.

Quais foram os spam updates do Google em 2026?

O ano de 2026 registrou movimento real de spam, não ruído de calendário. O Google confirmou três spam updates, em março, junho e agosto, nenhum deles acompanhado de política nova. Os registros oficiais de início e fim estão disponíveis no Google Search Status Dashboard.

A duração geralmente é subestimada na análise. Update curto concentra o impacto e facilita isolar a janela; update longo espalha a variação e confunde a leitura. Veja como as três rodadas se distribuíram:

Data

Update

Duração

18/08 a 21/08/2026

August 2026 spam update

3 dias

24/06 a 26/06/2026

June 2026 spam update

2 dias e 1 hora

24/03 a 25/03/2026

March 2026 spam update

19 horas e 30 minutos

Tabela: Datas e durações dos três spam updates confirmados pelo Google em 2026, do mais recente para o mais antigo.

O intervalo entre as rodadas encurtou. Três aplicações em cinco meses significam que a auditoria de spam deixou de ser tarefa anual e passou a ser rotina trimestral.

O March 2026 spam update foi o mais rápido do ano, com 19 horas e 30 minutos. Ele veio poucos dias antes do core update de março, que declarou foco em SEO parasita, e a proximidade das janelas explica a confusão de diagnóstico do primeiro semestre.

O June 2026 spam update durou 2 dias e 1 hora, e é o mais relevante do ano por um motivo que não está na duração: junto dele veio a clarificação de que as políticas alcançam tentativas de manipular respostas generativas.

O August 2026 spam update rodou entre 18 e 21 de agosto, em 3 dias, globalmente e em todos os idiomas. Sem política nova anunciada, o efeito esperado é aplicação mais consistente das regras que já valiam.

Quais sinais de volatilidade de agosto não foram confirmados pelo Google?

Alguns movimentos relatados por ferramentas e por comunidades de SEO em agosto não têm confirmação oficial. Eles não são fatos e não devem entrar em relatório como causa.

  • Volatilidade forte entre 1 e 6 de agosto de 2026, sem update oficial declarado para o período.
  • Queda de tráfego no Google Discover desde meados de julho, relatada por publishers sem confirmação do Google.
  • Favicons desaparecendo da SERP e carrossel de vídeo aparecendo menos, relatos pontuais de 20 de agosto.

Sinal não confirmado serve para uma coisa só: decidir onde olhar primeiro. Ele não sustenta conclusão e nem justifica mudança de estratégia.

Como saber se você foi atingido por um spam update?

O autodiagnóstico de spam update começa separando onde a queda aconteceu.

Existem relatórios independentes no Search Console, Search, Discover e Google Notícias, e dentro da Busca ainda existe o filtro de tipo de pesquisa. Reunir tudo em um único gráfico esconde a origem do problema.

O erro mais comum é concluir "fomos penalizados" a partir de um total agregado que caiu por outro motivo. Sete passos evitam esse problema:

  1. Cerque a janela. Compare o intervalo exato do update com as duas semanas anteriores e com o mesmo período do ano passado, para separar algoritmo de sazonalidade do negócio.
  2. Separe as superfícies. Queda só no Discover, por exemplo, aponta para outro tipo de problema, não para penalidade de spam na Busca.
  3. Use o filtro de tipo de pesquisa. Dentro da Busca, alterne entre Web, Imagem, Vídeo e Notícias, teste o que a documentação oficial de diagnóstico de queda de tráfego orienta.
  4. Abra o relatório de Ações manuais. Se houver ação manual, a violação vem nomeada e o caminho é remover a prática e pedir reconsideração.
  5. Olhe por página e por consulta. Spam update costuma atingir padrão no site inteiro. Uma seção, um template ou um subdomínio caindo junto é assinatura mais forte do que uma curva geral.
  6. Compare com a lista de políticas. Com as páginas afetadas em mão, passe de categoria por categoria da documentação e procure a prática, sem tentar adivinhar.
  7. Cheque as superfícies de IA. Os relatórios de IA generativa no Search Console, lançados pelo Google em junho de 2026, mostram se a perda está na busca tradicional ou na camada de respostas.

Vale um cuidado com os dados de IA. Esses relatórios têm particularidades de agregação, e comparar a curva de IA com a da Busca clássica sem entender o recorte gera conclusão errada.

No core update, não há violação para consertar. A orientação oficial é melhorar o conteúdo de forma ampla e continuada, e o efeito geralmente aparece em reavaliações posteriores, sem data marcada.

No spam update, existe prática identificável. Removida a prática, a reavaliação depende de novo rastreamento e reprocessamento das páginas, e, no caso de ação manual, depende de o pedido de reconsideração ser aceito.

O Google não promete prazo em nenhum dos dois casos. A documentação diz que algumas mudanças fazem efeito em poucos dias, outras podem levar vários meses, e que não há garantia de impacto perceptível.

Na leitura de mercado, o que costuma voltar primeiro é o tráfego que caiu por associação, como página boa dentro de seção problemática. Isso é observação de prática, não declaração do Google.

Como blindar o conteúdo do seu site contra a penalidade do Google?

Três ações resolvem a maior parte do risco de penalidade do Google em site de conteúdo, e todas cabem em um trimestre. Elas atacam as categorias que mais aparecem em site grande: abuso de conteúdo escalado, abuso de reputação do site e spam gerado por usuário.

  1. Inventarie o que foi gerado por template. Liste as páginas criadas em lote por produto, serviço ou cidade. Onde o texto for o mesmo com o nome trocado, consolide em uma página forte ou dê conteúdo real a cada uma.

    Consolidar é melhor do que apagar. Uma página com informação verificável concentra sinal, enquanto quarenta variações rasas dividem o mesmo sinal e criam exposição.
  2. Mapeie o que a marca publica em domínio de terceiro. Liste portais, marketplaces, agregadores e blogs de parceiros com conteúdo seu e classifique cada um por critério editorial. Sem curadoria da redação do hospedeiro, trate como risco e planeje a migração.

  3. Feche as portas abertas de conteúdo de terceiro. Comentário sem moderação, avaliação de produto, perfil público, área de upload e subdomínio cedido a parceiro são vetores clássicos de spam gerado por usuário, e somam o risco de circunvenção de política.

Como o spam update muda estratégias para o marketing educacional?

Estratégias para o marketing educacional sentem o spam update em três pontos: página de curso gerada em lote, conteúdo publicado em portal de terceiro durante a captação e canal aberto na área do aluno. A régua é a mesma de qualquer setor, só o formato do risco muda.

Este é um exemplo setorial, e o raciocínio vale para qualquer nicho com ciclo sazonal e decisão de alta consideração: plano de saúde, imobiliário, turismo, software vendido por contrato anual.

A sazonalidade é o primeiro ponto. Queda que coincide com o fim da janela de inscrição não é penalidade, e comparar o intervalo do update com o mesmo período do ano anterior evita o diagnóstico errado.

A página de curso é o segundo ponto. Uma IES (Instituição de Ensino) com quarenta cursos e dez cidades tem convite pronto para o abuso de conteúdo escalado se cada combinação virar URL com o mesmo texto.

O que sustenta essas páginas é evidência própria: matriz curricular real, corpo docente identificado, formato de aula, dado de empregabilidade e depoimento de egresso verificável. Nada disso um modelo de linguagem fabrica.

O terceiro ponto é o conteúdo em domínio de terceiro. Guia de bolsas, agregador de cursos e portal regional são rotina de captação, e nem toda publicação desse tipo é abuso de reputação do site.

O corte é o de qualquer setor: pauta aprovada pela redação do hospedeiro é parceria, espaço alugado porque o domínio ranqueia é a prática que a política nomeia.

A relevância local pesa a favor de quem é regional. Estratégias para o marketing educacional que investem em conteúdo com professor, campus e cidade nomeados constroem no domínio próprio o sinal que nenhuma decisão de terceiro derruba.

Perguntas frequentes sobre Google spam update

Um spam update do Google costuma durar de algumas horas a poucos dias. Em 2026, o de março levou 19 horas e 30 minutos, o de junho 2 dias e 1 hora e o de agosto 3 dias, segundo o Search Status Dashboard. Core updates duram bem mais, às vezes semanas.

Diante de ação manual do Google, o caminho é remover completamente a prática nomeada no relatório de Ações manuais do Search Console, documentar o que foi corrigido e enviar pedido de reconsideração. Corrigir parcialmente e pedir revisão tende a resultar em nova negativa.

Sim, usar IA para escrever post de blog é permitido pelo Google. O que viola a política é usar automação com o propósito principal de manipular ranqueamento, gerando páginas em volume sem valor para quem lê. Ferramenta não é o problema, produção em massa sem utilidade é.

Não. Publicar em portal de terceiros só configura abuso de reputação do site quando o conteúdo está ali principalmente para aproveitar os sinais de ranqueamento do hospedeiro. Artigo com pauta e revisão editorial do próprio portal é parceria de conteúdo, não SEO parasita.

Sim. As políticas de spam do Google valem para as diferentes superfícies da Busca, então um spam update pode afetar o desempenho no Discover e no Google Notícias. Por isso, o diagnóstico separa os três relatórios do Search Console antes de concluir qualquer causa.

Afinal, como encaixar o spam update do Google na rotina de SEO?

Spam update deixou de ser um evento raro. Com três rodadas confirmadas entre março e agosto de 2026, e com as políticas alcançando explicitamente as respostas generativas, a auditoria com base na lista oficial virou item de rotina trimestral, no mesmo nível da revisão técnica do site.

A boa notícia é que a régua é pública e não muda a cada update. Quem publica conteúdo com autoria real, informação verificável e utilidade para quem está decidindo uma compra tem pouco a temer em um spam update.

O risco está nos atalhos. Página gerada em lote, espaço alugado em portal forte e texto escrito para o extrator de IA são exatamente as práticas que a documentação nomeia, e cada rodada de aplicação as encontra com mais facilidade.

Se o time não sabe quais páginas foram geradas por template, onde existe conteúdo em domínio de terceiro e quais canais abertos acumulam conteúdo de usuário, esse é o ponto de partida.

Um diagnóstico de SEO feito com a lista oficial na mão transforma insegurança em plano de correção com prioridade e prazo. Vale medir o retorno junto: os dados de ROI de busca orgânica na era da IA mostram por que proteger o domínio próprio sai mais barato.

Para discutir o cenário do seu site com quem faz isso todo dia, fale com o time da mkt4edu.

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